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Posts tagged ‘Análise’

Fonte: Folha de SP

O valor do seguro de um mesmo carro varia até 112% na cidade de São Paulo conforme o perfil de risco do cliente. É o que mostra levantamento com as 16 principais seguradoras do mercado feito para a Folha pela corretora Brasil Insurance.

De acordo com o estudo, o perfil avaliado como de menor risco pelas empresas –e que paga menos pelo seguro– é o da mulher casada, com mais de 30 anos, habilitada há mais de três anos, que não trabalha nem divide o carro com jovens até 25 anos e que tem garagem em casa.

Entre todos os fatores, a idade é o que mais influencia o preço do seguro, diz Cláudio Royo, da Brasil Insurance. “O jovem até 25 anos usa mais o carro, pois vai a faculdade, academia, balada, o que expõe mais o veículo a roubo.”

Ney Dias, diretor-geral do Itaú Seguros de Auto e Residência, diz que o jovem de 18 anos tem oito vezes mais chances de se envolver em um acidente do que o de 25.
“As colisões de homens nessa faixa também costumam ser mais violentas do que as de mulheres.”

Um casal com filhos nessa faixa etária também vai pagar mais caro pela apólice, porque as seguradoras entendem que há mais risco mesmo que o jovem só use o carro no fim de semana.

Os solteiros pagam até 5% mais do que os casados –e os divorciados, 1,5% mais. “As seguradoras entendem que solteiros e divorciados saem mais à noite e viajam mais que casados –que, por sua vez, tendem a ser mais prudentes ao volante pela preocupação com a família.”

OUTROS FATORES

O preço da apólice também pode subir conforme a localização da residência ou do trabalho do segurado.

O estudo da Brasil Insurance mostra que um jovem de 25 anos solteiro da zona leste da capital paga 21% mais pelo seguro do que um que mora na região central. “Áreas sem um policiamento forte e com menos estacionamento disponível têm seguro mais caro”, diz Dias, do Itaú.

“Isso também ocorre com regiões próximas à saída da cidade, nas quais o ladrão tem como escoar rapidamente o veículo roubado.”

Não ter garagem em casa eleva o valor em até 8% e a falta de estacionamento no trabalho, em até 12%. Abrir mão do alarme deixa o seguro até 7% mais caro.

MOVIMENTAÇÃO

A profissão também pode afetar o preço, afirma Jabis Alexandre, diretor de Automóvel do Grupo BB-Mapfre. “Um médico se desloca mais do que alguém que trabalha em horário comercial e deixa o veículo estacionado no escritório, por isso paga mais.”

Atualizar sempre as informações cadastrais –como endereço e estado civil– é importante para aproveitar preços menores, segundo os especialistas.

Fonte: Cenario.MT.com

Especialistas afirmam que mais barato nem sempre é mais indicado; custo benefício é o que importa

Com o aumento na venda de veículos no Brasil nos últimos anos, cada vez mais consumidores estão se deparando com o momento difícil de escolher um seguro para o carro. A primeira atitude a ser tomada no caso de contratar qualquer serviço é pesquisar as melhores ofertas e empresas.

Segundo especialistas, a questão não é buscar o mais barato e sim o melhor custo benefício.

“Um erro comum que as pessoas cometem é escolher pelo mais barato e não pela melhor qualidade. O interessante para decidir o plano é buscar aquilo que é interessante para cada indivíduo”, explica Ney Dias, Diretor Geral do Itaú Residência e Auto.

Para Mario Cavalcanti, Superintendente de Desenvolvimento de Produtos da Liberty Seguros, inicialmente a pessoa deve saber o quanto pretende e pode gastar, já que esse é um produto bem flexível. “A partir dessa decisão o cliente pode buscar aquilo que mais se adequa ao seu perfil, uma cobertura completa ou uma básica que só inclua responsabilidade civil e assistência.”

A Allianz Seguros explica que o valor do seguro é resultado de um cálculo que leva em conta as coberturas contratadas, o perfil de risco do segurado – baseado em informações pessoais fornecidas – e as estatísticas de sinistro da seguradora, quanto maior o risco mais alto é o valor a ser pago pelo segurado.

Ney Dias alerta para dois pontos importantes que não são muito lembrados pelos contratantes. “Pouca gente presta atenção para a cobertura de APP (acidentes pessoais de passageiros) e RCF (Responsabilidade Civil Facultativa de Veículo). O primeiro garante verba para no caso de despesas dos demais ocupantes que podem se ferir em um acidente, o segundo cobre os danos corporais e materiais causados para terceiros.”

Ele explica quando a pessoa contrata o mínimo do RCF, que é cobertura de 50 mil, no caso da Itaú, ela não se preocupa com o caso de uma indenização para a família da pessoa envolvida no acidente, que pode chegar até três vezes o valor de um carro.

Nas grandes cidades, como o risco de roubo é maior, uma opção para baratear o custo do contrato é instalar um rastreador. “Todas as seguradoras tem uma avaliação em cada seguro, em muitos casos a instalação do rastreador é considerada uma condição para fechar o contrato. Em outros, as empresas oferecem essa condição para baratear o custo geral”, conta Cavalcanti.

Os dois especialistas concordam. Para conseguir contratar o melhor seguro para o seu perfil, e o do seu carro, a principal estratégia é conversar muito com o seu corretor. Ele analisa os riscos da sua cidade, do seu carro e das suas possibilidades, e apresenta as ofertas. “No entanto o consumidor tem que saber o que está contratando, muita gente tem coberturas que nem sabe e acaba não usando algo pelo que tem direito”, conta Ney Dias.

Comentário:

O desconto no seguro por ter um rastreador próprio não irá cobrir as suas despesas com o mesmo, ou seja, somente vale a pena se a seguradora “emprestar” (contrato comodato) o rastreador para o segurado.

O APP é somente para passageiros do veículo segurado, onde geralmente o valor contratado é dividido pelo número de passageiros que comportam o veículo limitando assim o valor segurado por passageiro. É um sistema de reembolso se utilizado o atendimento no particular, ou seja, comprovar todos os custos com notas fiscais.

O mais importante é ter um corretor de confiança que tire todas as suas dúvidas, contrate de forma extremamete correta e que no pós venda esteja presente para auxiliá-lo em caso de um sinistro.

Fonte: Exame

A pedido da exame.com, a CNSeg revelou quais foram os modelos com maior incidência de roubos em termos relativos, entre os 19.987 carros roubados no mês.

O resultado desta lista não se refere ao número de roubos em termos absolutos, mas sim aos modelos que tiveram maior índice de roubo em relação ao tamanho da sua frota. Assim, é possível observar quais são os carros preferidos dos ladrões, sem que os modelos com maiores frotas fiquem sempre à frente.

Em termos relativos, não são os carros populares – com mais exemplares em circulação – que figuram entre os mais roubados, mas sim modelos menos vendidos, mas que costumam enfrentar maior dificuldade para reposição de peças. O alto custo da peça é o primeiro fator para o carro ser roubado. O segundo é a disponibilidade dessa peça. Como uma peça original costuma ser cara nas concessionárias e pode demorar a chegar, alguns motoristas buscam a peça no mercado paralelo, o que contribui para um aumento de roubos.

No total, foram roubados 19.987 carros no mês de junho, o que significa uma incidência de quatro roubos ou furtos a cada 10.000 carros circulantes.

1º lugar: Fiat Punto
Quantidade de roubados/furtados: 94
O Fiat Punto carrega como itens de série computador de bordo, faróis de neblina, Fiat Code, sistema Follow Me Home, párabrisa degradê, vidros escurecidos nas laterais e vidros elétricos (na dianteira) e alerta de manutenção. O fato de ser bem aparelhado pode ser um atrativo para os ladrões. Os carros que têm algum nível de acessório maior tendem a ser mais roubados até por conta de ter procura maior no mercado paralelo por essas peças.

2º lugar: Peugeot 307
Quantidade de Roubados/Furtados: 83
A alta incidência de roubos do carro pode estar ligada a dois fatores principais: a dificuldade de reposição das peças da marca Peugeot e o fato de o veículo se manter com as mesmas características por vários anos e as mesmas peças servirem em diversos modelos. “A Peugeot tem uma tremenda dificuldade de reposição das peças e o pessoal recorre ao mercado paralelo. E como as peças servem para mais de um modelo, a procura é maior. A mente criminosa procura os carros com peças mais fáceis de desovar.

3º lugar: Fiat Stilo
Quantidade de Roubados/Furtados : 85
O alto índice de roubo pode ser associado ao fato de o carro ter encerrado sua produção. “O Stilo é um carro de alto padrão, mas não tem tanto valor de mercado hoje porque saiu de linha. As peças, então, ficam cada vez mais caras em relação ao valor do carro e mais difíceis de serem encontradas. Com isso, os motoristas buscam preços mais acessíveis no mercado paralelo, pressionando os roubos.

4º lugar: Spacefox
Quantidade de Roubados/Furtados: 72
Como muitas das peças podem ser usadas em vários modelos da linha Fox, a demanda aumenta, pressionando a busca destas peças em desmanches. “Tirando as traseiras, que são diferentes, os modelos da linha praticamente não diferem um do outro. Cerca de 80% das peças servem para mais de um modelo.

5º lugar: Fiat Fiorino
Quantidade de Roubados/Furtados: 83
 O modelo é mais usado por empresas, são carros que costumam ficar mais tempo circulando, portanto ficam mais desgastados e mais expostos a riscos. “O Fiorino é muito usado comercialmente. Ele tem um alto nível de desgaste e a tendência é que ele precise de mais manutenção e de reposição de peças. E como ele fica muito tempo na rua, fica mais exposto.

6º lugar: Fiat Idea
Quantidade de Roubados/Furtados: 119
 O modelo ocupou o terceiro lugar no ranking da CNSeg de 2011, com 1.335 unidades roubadas ou furtadas em um universo de 141.283 carros, o que gerou um índice de 0,945%. Foram cerca de 9 veículos roubados a cada 1.000. “É um veículo que tem peças muito caras em relação ao valor de mercado.

7º lugar: Chevrolet Zafira
Quantidade de Roubados/Furtados: 119
Por ser um carro bastante resistente, muitos motoristas permanecem com a Zafira por bastante tempo. E, se por um lado o carro não exige manutenção com tanta frequência, por outro os anos de uso o levam à depreciação, deixando as peças proporcionalmente mais caras. Isso leva alguns motoristas a recorrerem ao mercado informal.
Com a redução do IPI para veículos, os carros novos sofreram reduções nos preços, provocando também uma desvalorização nos preços dos usados. Isso resultou em um aumento das fraudes por parte dos motoristas, que forjam roubos. O consumidor tem a sensação de que perdeu dinheiro com o carro e o abandona para receber o valor do seguro por roubo.

8º lugar: Fiat Doblò
Quantidade de Roubados/Furtados: 67
O Doblò quanto os outros carros da Fiat estão entre os mais roubados pelo fato de as peças da montadora apresentarem custo mais elevado. “O custo de reposição das peças da Fiat é alto, então o consumidor busca o mercado negro.

9º lugar: Citroën C3
Quantidade de Roubados/Furtados: 153
A dificuldade em se obter peças da Citroën é o principal fator de influência no alto índice de roubo. “A própria concessionária tem dificuldade em repor as peças, e o cliente tem que entrar em fila de espera quando não tem seguro. A demora conjugada com a dificuldade de obtenção nas peças acabam levando o motorista a buscar desmanches ou peças não originais.

10º lugar: Renault Sandero
Quantidade de Roubados/Furtados: 161
O Sandero tem muitas versões e uma mesma peça vale tanto para o Stepway quanto para a versão mais básica, então a busca por peças no mercado é alta e os demanches buscam justamente os carros com a maior demanda.
O Renault Sandero tem sido um carro bastante adotado por empresas, aumentando o risco de roubos. “Muitas empresas adotaram o Sandero como frota, e quando o carro é utilizado por empresas, o uso é mais frequente, aumentando tanto a necessidade de manutenção e reposição de peças, quanto a exposição a roubos por ficar na rua.

Fonte: Diário de São Paulo

Idade do motorista, modelo do veículo e até o estado civil do segurado têm impacto no valor cobrado.

As fabricantes de veículos já comemoram o aumento nas vendas de automóveis depois da redução do IPI. Segundo a Anfavea, nunca se comercializou tantos veículos em junho como agora. Foram 353,2 mil unidades, um crescimento de 22,9% na comparação com maio. Com carro novo na garagem é hora de partir para o seguro. É nessa hora que o consumidor pode ter uma desagradável surpresa.

Um levantamento feito pelo DIÁRIO junto às seguradoras constatou que apenas a diferença de endereço pode gerar um valor até 45,62% maior na conta final. O carro escolhido também impacta. A diferença nesse caso ficou em 37,74%.

Para as simulações foi usado um mesmo perfil de cliente, com os dois carros mais vendidos do mercado (VW Gol e Fiat Uno) e em três endereços distintos da capital.

De acordo com o resultado, o morador da Avenida Higienópolis, no Centro da capital, que escolher comprar um Volkswagen Gol em um plano completo pela SulAmérica vai ter de desembolsar R$ 2.685. Se esse mesmo cliente morasse na Avenida Marechal Tito, no Itaim Paulista, na Zona Leste, ele gastaria R$ 3.910 para a mesma cobertura e veículo. Uma diferença de R$ 1.225.

Segundo Jaime Soares, gerente de Auto da Porto Seguro, a região que o veículo costuma circular é um dos aspectos que mais influenciam no valor da apólice. “O veículo e o endereço são os dois pontos que mais impactam no valor final do seguro”, afirma.

Não são apenas esses dois aspectos que encarecem o valor do seguro. Antes mesmo de fechar a aquisição do carro zero-quilômetro, o interessado deve pesquisar o valor do seguro. Dependendo do modelo, o negócio pode não compensar. “A cotação leva em conta o histórico de cada modelo na região contratada. Em um endereço ele pode ficar mais caro do que outro modelo e em outra região da cidade ficar mais barato”, diz Jaime Soares.

Nas simulações feitas pelo DIÁRIO, por exemplo, o seguro do Fiat Uno na Bradesco Auto ficou mais caro para o endereço de Higienópolis do que na Vila Mariana. O mesmo não aconteceu no caso do VW Gol.

Barato sai caro/ O primeiro passo para quem pretende adquirir um seguro é procurar um corretor habilitado. “Esse profissional é preparado para encontrar a melhor combinação de coberturas para o interessado”, conta Fernando Cheade, superintendente executivo do Bradesco Auto.

Um dos problemas comuns é o consumidor acabar optando pela apólice com o menor preço. “É muito comum o cliente querer a apólice mais barata, que vem com a menor cobertura. Sem carro reserva, por exemplo. Ela pode, porém, não ser a mais adequada se ele depender do carro para trabalhar”, diz Eduardo Dal Ri, diretor de automóveis da SulAmérica.

Já o superintendente executivo do Bradesco Auto, Fernando Cheade, afirma que qualquer alteração do carro ou do perfil do segurado dentro da vigência da apólice deve ser comunicada à seguradora. “Toda alteração feita no carro, por menor que ela seja, deve ser comunicada para a seguradora, até para que o segurado não tenha problema em um eventual sinistro.”

Comentário:

O segurado tem que saber que:
- Conehça o produto Seguro de Automóvel no melhor site de conteúdo da internet www.100seguros.com.br
- Não deve acreditar em promessas que não estejam no contrato e/ou nas Condições Gerais.
- Nunca deve contratar uma “proteção veicular” (seguro pirata).
- Nunca contrate um seguro com o gerente de banco, pois ele não tem permissão de acesso ao contrato de seguro em casos de dúvidas e/ou problemas, se desejar contratar no banco procure o corretor de seguros de plantão.
- Nunca omita informações que possa alterar o valor do seguro, pois a seguraora tem o direito de verificar e se comprovar a irregulardade (Má Fé) não pagará a indenização e nem devolverá o valor do seguro.
- Poderá contratar seu Seguro de Automóvel com qualquer corretor de seguros do Brasil, afinal é a seguradora que atende em todo território nacional. E hoje com as facilidaes de comunicação quebramos as barreiras físicas para a contratação do Seguro de Automóvel.

Fonte: Correio do Brasil

No contrato de seguro de veículo que dá direito à cobertura somente em casos de roubo, furto, colisão e incêndio, a ocorrência de apropriação indébita (quando o sujeito indevidamente toma posse de um bem que não lhe pertence) não entra como risco segurado.

Esse foi o entendimento da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no julgamento do recurso especial interposto por uma empresa de construção contra a seguradora Bradesco.

A empresa celebrou contrato de seguro de um carro (utilizado nos serviços prestados por ela). O contrato previa cobertura do bem em casos de furto, roubo, colisão e incêndio. A empregada que tinha a posse do carro, após ser demitida, não o devolveu, por, supostamente, não ter recebido verbas indenizatórias esperadas.

Indenização negada

Sem o veículo, a empresa ajuizou ação de busca e apreensão, porém o bem não foi encontrado. Então, formalizou pedido de indenização à seguradora, que se recusou a pagar o valor correspondente, ao argumento de que não havia ocorrido furto ou roubo, mas apropriação indébita – hipótese não coberta pelo contrato.

Em primeira instância, o juiz deu razão à Bradesco Seguros. Ele concluiu que a cláusula contratual não deveria ser interpretada do modo mais favorável à empresa cliente, principalmente porque o contrato foi claro quanto aos riscos assumidos pela seguradora.

A sentença foi mantida em segundo grau. O tribunal entendeu que, embora o contrato de seguro seja protegido pelas disposições do Código de Defesa do Consumidor (CDC), o pedido de indenização não poderia ser atendido, porque a perda do bem por apropriação indébita não estava na lista dos riscos segurados.

Interpretação das cláusulas

Contrariada, a empresa interpôs recurso especial no STJ. Sustentou que a forma como as cláusulas restritivas do contrato foram elaboradas dificultou a compreensão, em ofensa aos artigos 46, 47 e 54, parágrafo 4º, do CDC.

Afirmou que, no entendimento popular, a cobertura para furto e roubo abrange todas as espécies de perda do bem, inclusive o crime de apropriação indébita.

O relator do recurso especial, ministro Luis Felipe Salomão, votou a favor da pretensão da empresa. Ele esclareceu que os artigos 6º, inciso III, e 54, parágrafo 4º, do CDC, estabelecem que é direito do consumidor a informação plena do objeto do contrato.

“Ao segurado que teve seu patrimônio subtraído por terceiro, é indiferente a qualificação jurídica do tipo penal prevista no contrato de seguro, porquanto o consumidor não é obrigado a conhecer a diferença técnica entre furto, roubo e apropriação indébita”, disse.

Entendimento que prevaleceu

Após pedir vista do processo para analisar melhor o caso, o ministro Antonio Carlos Ferreira divergiu do relator. Para ele, “o seguro deve ser interpretado à luz do que foi contratado”.

Ele mencionou que os riscos predeterminados pelo contrato são levados em conta no momento da fixação do valor a ser pago, com base em cálculos elaborados pelas seguradoras.

Explicou que o risco de um empregado deixar de devolver um carro de propriedade da empresa, utilizado por ele, é diferente daquele relacionado ao furto ou roubo. “São tipos distintos de conduta criminosa e de risco”, afirmou.

Ele mencionou entendimento da Terceira Turma do STJ no julgamento de um caso semelhante, em que não houve devolução do veículo emprestado a um amigo, pelo segurado (REsp 917.356).

Concluiu o ministro Antonio Carlos Ferreira: “Considerando a expressa previsão da cláusula contratual sobre os riscos objeto de cobertura, não há como a recorrente afirmar não ter ciência do que estava sendo segurado.” O ministro destacou, ainda, a existência de seguro próprio para cobrir o risco decorrente de atos praticados por empregados, o denominado “seguro fidelidade”.

A Quarta Turma, em decisão majoritária, negou provimento ao recurso especial, ficando vencido o relator Luis Felipe Salomão.

Segundo a Folha de São Paulo, mais de 70% dos casos em 2011 usava moto e estava em plena idade economicamente ativa (entre 18 e 44 anos) e que este cenário de acidentes com motos tende a piorar ainda mias nos próximos anos.

A preocupação com o problema levou a Previdência a reinvidicar participação no CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) para participar da discussão e da elaboração das políticas de trânsito.

Não temos como prever “quando”, “onde” e “se” acontecerá um acidetne de trânsito, por isso contratamos o Seguro de Automóvel com suas diversas coberturas para nos dar a tranquilidade e segurança.

Neste caso especificamente, temos a cobertura de Responsabilidade Civil de Danos Corporais, onde visa garantir a indenização pela qual o Segurao vier a ser responsável civilmente, em sentença judicial transitada em julgado ou em acordo judicial ou estrajudicial autorizado demodo expresso pela seguradora, por danos involuntários corporais causados a terceiros pelo veículo segurado.

Este indenização é limitada pela Importância Segurada (IS) contratada e prevista na apólice.

O  juíz deve arbitrar uma sentença de valores considerando as posses do responsável pelo acidente e a situação pessoal da vítima, onde a vítima deve receber uma soma que lhe compense a dor ou o sofrimento, nem tão grandeque se converta em fonte de enriquecimeto, nem tão pequea que se torne inexpressiva.

Concluindo: a cobertura de Responsabilidade Civil da Danos Corporais tem um custo relativamente baixo e indeniza até a IS contratada, ou seja, caso o juíz estipule um valor superior para indenizar o dano o segurado deverá pagar a diferença.

Fonte: Contrato de Seguro

A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região deu provimento ao recurso da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e reformou sentença que obrigava as seguradoras a oferecerem modalidade de contrato de seguro de veículos com valor de apólice superior ao do bem nos casos de perda total ou furto. A decisão foi publicada na última semana no Diário Eletrônico da Justiça Federal da 4ª Região e é válida no estado do Rio Grande do Sul.

O Ministério Público Federal ajuizou Ação Civil Pública em 2004, obtendo liminar que obrigava as empresas de seguro de veículos do Rio Grande do Sul a oferecer aos proprietários mais de uma modalidade de contrato, sendo um delas a de seguro por valor determinado.

Após sentença favorável ao MPF, a Susep apelou ao tribunal, argumentando que o Código Civil de 2002 estipula, em seus artigos 778 e 781, que a apólice preveja a indenização do bem sinistrado calculada com base no valor real de mercado no momento em que se deu o sinistro. Conforme a Susep, a lei estaria evitando o enriquecimento injustificável, pois o objeto da apólice é a conservação do patrimônio, e não o seu aumento.

Após analisar o recurso, o desembargador federal Fernando Quadros da Silva reformou a sentença, entendendo que a cláusula que fixa o valor de mercado para a indenização de veículos é lícita. Ele ressaltou ainda que o contrato de seguro de automóvel constitui forma de seguro facultativa e que a instituição de seguro com cobertura de valor superior ao bem segurado acabaria aumentando os preços e prejudicando os consumidores. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-4

Fonte: Folha.com

Um motociclista perdeu o braço ao ser atropelado e prensado contra um muro por um carro Polo na avenida Benedito Isaac Pires, no jardim Isaac Pires, em Cotia (Grande São Paulo), por volta das 19h30 de quinta-feira (29).

No acidente, o motociclista perdeu o braço e está internado em estado grave no hospital Regional de Cotia, de acordo com informações da Guarda Municipal de Cotia.

Segundo a Guarda Municipal de Cotia, o carro era dirigido por um jovem de 18 anos sem carteira de habilitação que tentava fugir de um bloqueio da polícia. Antes de atropelar o motoqueiro, o jovem havia batido em um carro da Guarda Municipal. Nenhum dos guardas ficou ferido.

Após o acidente, o rapaz se escondeu em um matagal e só entregou-se com a presença do pai, que não sabia que ele havia pego o carro escondido para dar uma volta no bairro.

O caso foi registrado no Distrito Policial Central de Cotia.

Comentário (referente ao seguro de automóvel):
Caso o proprietário do veículo tenha um seguro de automóvel, “provavelmente” não haverá cobertura do seguro, pois o condutor do veículo não tinha a CNH, mesmo que este tivesse incluído nos condutores da suposta apólice.

Nas condições gerais do seguro há a perda do direito se o veículo estiver sendo dirigido par pessoa que não possua habilitação legal e apropriada para conduzí-lo ou quando o exame médico estiver vencido e não puder ser reovado; onde além dos casos previstos em lei, a se3guradora ficará isenta de qualquer obrigação decorrentedesta suposta apólice, em função de perda de direitos relativos aos seguros de automóvel e responsabilidade civil facultativa de proprietário de veículos automotores de vias terrstres e acidetes pessoais de passageiros.

Concluíndo: se o proprietário tiver seguro “provavelmente” não haverá a cobertura de RCF Danos Corporais que ajudaria apagar a indenização a mtociclista, não haverá a cobertura de RCF Danos Materias que poderia indenizar o pagamento da perda da moto e não haverá cobertura dos danos do carro do segurado.

No primeiro semestre de 2011, foram roubados ou furtados no Brasil 191.537 veículos. Só em São Paulo, foram 97.122. Neste período, segundo a CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Saúde Suplementar e Capitalização), no Brasil, foram recuperados 90.347 veículos, quase 50% dos foram roubados em território nacional.

Por conta desse cenário, a contratação de um seguro tornou-se essencial para quem possui um veículo. Não só pela segurança, mas também pela garantia de retorno do valor investido no bem.

Contratação

Escolher o seguro que melhor se adeque ao seu perfil é a tarefa mais importante da contratação. “O proprietário do veículo deve saber que o corretor é mais do que um vendedor, ele é um consultor e vai ajudar a escolher o seguro perfeito para aquele consumidor”.

Veja algumas dicas importantes para escolher o melhor seguro para seu carro:

Corretor: o primeiro passo é escolher o corretor de seguros da mesma forma que se escolhe um médico, pois esse profissional ajudará o consumidor a selecionar o seguro que atenda suas necessidades.

Cobertura x custo: as coberturas costumam ser padrão entre as corretoras, porém, o índice de preços pode variar bastante entre uma empresa e outra. Por isso, é necessário pesquisar e pesar custo e benefício. Algumas seguradoras oferecem desde guincho básico, até o reparo de eletrodomésticos da linha branca e seguro-desemprego, que quita as parcelas restantes do seguro, em caso de demissão.

Terceiros: apesar de facultativa, a cobertura para danos materiais, corporais e morais de terceiros é tão importante quanto a cobertura do carro, pois o proprietário do veículo pode ser responsabilizado pelo acidente. Além de importante, o valor da cobertura de terceiros não tem influência significativa no preço final do seguro.

Sinistralidade: sempre procurar mais de uma seguradora, pois as estatísticas de sinistralidade podem variar entre as empresas, ou seja, o valor do seguro de um determinado carro pode ser mais barato em uma seguradora do que na outra.

Sem mentira: nunca se deve mentir ou omitir informações durante a avaliação do risco, ou seja, se o local onde o carro passará a noite é na garagem ou na rua, se possui alarme, endereço, se o uso do carro é para passeio, trabalho ou locomoção casa/trabalho/estudo, além da idade e sexo do condutor do veículo. Toda vez que houver algum problema com o veículo e o seguro é acionado, antes de pagar a indenização, a seguradora investiga o que aconteceu e, em caso de informações não verídicas, ela poderá se negar a pagar. Além disso, toda e qualquer mudança deverá ser avisada posteriormente, sem risco de mudança de valor.

Carro zero: se o carro for zero quilômetro, é importante saber que, se o seguro for feito antes de o veículo sair da concessionária, não será necessário realizar a vistoria. Algumas seguradoras também garantem, de três a seis meses após a contratação do seguro, o ressarcimento do valor total do carro zero, em caso de sinistro.

Valores: é possível contratar um seguro com valor de mercado, baseado na tabela Fipe, ou com valor determinado, mais caro e mais incomum. A apólice que consta valor de mercado pode ser alterada, caso o consumidor julgue que, por conta de opcionais colocados fora da concessionária, o carro tenha valor superior. Dessa forma, depois de avaliado pela seguradora, o automóvel pode valer, por exemplo, 110% do que é estimado pela tabela Fipe. Já no seguro de valor determinado, o consumidor pede que o carro seja avaliado fora da tabela, mas isso pode encarecer o valor do prêmio.

Mulher: além de ser mais barato do que para os homens, o seguro para condutoras costuma ter mais benefícios. As coberturas são as mesmas, porém, o seguro para mulheres pode oferecer isenção de franquia no primeiro sinistro, por exemplo. Outro benefício disponível para o público feminino é o motorista amigo: caso a mulher tenha o veículo roubado/furtado, este profissional se encarrega de buscar os filhos da proprietária do veículo na escola. Os seguros femininos também oferecem troca de pneus, acompanhante para delegacia, serviços gerais para a residência ou bichos de estimação e programa de descontos em lojas. Algumas propostas contam até com desconto e cobertura para cadeirinhas para crianças.

Profissionais: quem usa o carro como instrumento de trabalho deve saber que é possível pedir um carro reserva, para não comprometer o trabalho, porém, a variação de preço pode chegar a 15% do valor total do seguro. Em algumas seguradoras, o serviço já está embutido na assistência 24 horas, por isso, é importante se informar antes. O período varia de uma semana a 15 dias, porém, não ultrapassa 30 dias.

Franquia: o que poucos consumidores sabem é que existem três tipos de franquia: normal, reduzida e facultativa. A normal é a que todos conhecem, cobrada em qualquer apólice, porém, é possível escolher outras modalidades. No caso da reduzida, o proprietário pede que a franquia tenha 50% de desconto, mas ela pode encarecer o seguro entre 10% e 15%. Já a franquia facultativa custa o dobro da normal, mas concede desconto de 10% no valor do seguro.

Fonte: Jornal do Commercio

De cada quatro vítimas de acidentes no trânsito nas ruas e estradas brasileiras, apenas uma é do sexo feminino. É o que indica levantamento feito pela Seguradora Líder, responsável pela administração do consórcio de seguradoras que operam no seguro obrigatório de veículos (Dpvat). De acordo com o estudo, baseado em indenizações pagas no primeiro semestre deste ano, 76% das vítimas eram homens.

A seguradora pagou 165.111 indenizações até junho, o que representa uma média diária de 917 registros, ou 38,2 a cada hora. Desse total, a grande maioria (65%) foi destinada a pessoas que ficaram inválidas após o acidente. Além disso, 16% indenizaram as famílias de motoristas, passageiros ou pedestres mortos e 19% cobriram as despesas médicas e hospitalares.

Os motociclistas são as principais vítimas de acidentes: 66% do total. A frota de automóveis, apesar de concentrar 61% do total de veículos em circulação no País, representou 49% das indenizações pagas por morte, enquanto as motocicletas – 27% da frota nacional – geraram 37%.

A grande preocupação da diretoria da Seguradora Líder, agora, é o elevado número de ações judiciais e a ação de terceiros no processo de pedido das indenizações. “Queremos reduzir os sinistros judiciais e, principalmente, a ação dos atravessadores. A nossa intenção é fazer com que 100% do valor das indenizações fiquem com as vítimas ou seus familiares”, afirma o presidente da companhia, Ricardo Xavier.

Ele lamenta o fato de o grande número de acidentes nas estradas não causar no Brasil uma “comoção tão intensa” quanto a que ocorre nos sinistros envolvendo aeronaves.

Segundo Ricardo Xavier, a gravidade da situação brasileira pode ser medida pelos números do seguro Dpvat. “No primeiro semestre, pagamos, em média, 2,5 indenizações a cada minuto. Em valores, foram R$ 1,1 bilhão. No ano, deverão ser R$ 2,5 bilhões”, comenta.

Na avaliação do presidente da Seguradora Líder, esse quadro pode se agravar ainda mais, em razão do aumento expressivo da frota de motocicletas que circulam pelas ruas e estradas brasileiras.

Além disso, é esperado um aumento da demanda na Região Nordeste, que hoje responde por 26% do total de indenizações pagas. Isso porque a Seguradora Líder firmou acordo com os Correios para atender vítimas de acidentes e familiares em suas agências no Ceará, Maranhão e Piauí.

Atualmente, do total de indenizações pagas no País, 18% têm São Paulo como destino, o que representa exatamente a soma dos valores destinados às Regiões Centro-Oeste (10% do total) e Norte (8%).

Minas Gerais é o segundo estado em número de indenizações (10%), seguido por Rio de Janeiro e Paraná (ambos com 7%).

Fonte: Jornal da Tarde

No primeiro semestre, os preços na Região Metropolitana de São Paulo aumentaram 9%, bem acima da inflação no mesmo período, que foi de 4%.

O seguro do carro está mais caro. No primeiro semestre, os preços na Região Metropolitana de São Paulo aumentaram 9%, bem acima da inflação no mesmo período, que foi de 4%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta está relacionada ao aquecimento da economia, segundo especialistas do setor. “Desde 2006 o mercado de automóveis cresceu 125% em termos de número de unidades. Isso cria uma pressão nos preços: há uma busca maior pelo seguro do automóvel”, explica o professor do curso de Gestão de Concessionárias da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Valdner Papa.

Grande parte destes compradores, pertencem à classe C, que adquiriu maior renda, teve acesso ao crédito e comprou seu primeiro carro, diz Antonio Penteado Mendonça, professor da Faculdade de Administração (FIA). Segundo ele, isso também contribui para a alta dos preços das apólices. “Existe mais possibilidade de acidentes, pela falta de prática dos novos condutores na direção e de congestionamentos na cidade, por causa do aumento do volume de veículos. Tudo isso torna o seguro mais caro”.

O aumento dos roubos e furtos de automóveis também colabora para o aumento do valor da proteção. Porém, Papa verifica que o número de ações criminosas cresceu proporcionalmente ao de novos carros na cidade. Em regiões com maior incidência dessa prática, o seguro encareceu. A Lapa, por exemplo, lidera os índices de furto e roubo de carro nos cinco primeiros meses do ano, segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública, o que influencia segurados que residam ou trabalhem no bairro. Este tipo de crime também é comum em Perdizes e Pinheiros.

Segundo Papa, quem quer economizar encontra opções no mercado. “Há uma grande concorrência e várias alternativas para comparar. A grande diferença no preço está nos adicionais oferecidos, como serviços 24h e assistência diferenciada, que podem corresponder a até 40% do valor do seguro. A contratação deve estar vinculada à necessidade”.

Mendonça reforça que o preço não deve ser o único ponto observado. “É preciso verificar condições importantes escritas na apólice, como por exemplo, a cobertura do seguro para o caso do carro estacionado na rua ser furtado. É bom avaliar se vale a pena optar por um seguro mais barato, mas não receber indenização nestes casos. Vale realizar uma pesquisa entre cinco companhias diferentes com um corretor que conheça o mercado”, conclui.

A dona de casa Elisângela Chiceri, de 37 anos, conta que quando o seguro do seu carro aumentou, ela preferiu analisar outras opções. “Foi um aumento de R$ 1,1 mil para mais de R$ 1,5 mil. Acabei achando outro seguro por um preço menor”. A professora Claudete Cruz, de 55 anos, também mudou de estratégia este ano. “O plano aumentou de R$ 1,4 mil para R$ 2,5 mil. Achei um por R$ 2 mi. Preferi não ter convênio com estacionamentos, por exemplo”.

O consultor hoteleiro Arnaldo Tonini, 43 anos, é uma exceção. Ele acumulou bônus por não ter sinistros durante longo período e obteve 10% de desconto na última renovação. “Isso fez com que eu pagasse o mesmo valor que havia pago no ano passado”. Tonini mora na zona norte e acredita que isso contribuiu para manter o preço estável. “A região não tem muitos roubos de carro”.

“A expressão boa-fé integra o vocabulário comum. É usada até mesmo pelas pessoas sem cultura. Quando se diz que fulano está de boa-fé, todos entendem perfeitamente a frase. Em sentido amplo, significa honestidade, lealdade, probidade. Expressa intenção pura, isenta de dolo ou engano” (ALVIM, Pedro, O seguro e o Novo Código Civil, 2007, p.43).

No mundo negocial, a relação das partes, devem ser pautadas no respeito ao princípio da boa-fé, que em sede de disposições gerais, o código civil no artigo 422, determina que os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, com em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé.

Em razão da função social, o legislador deu maior relevo ao principio da boa-fé no contrato de seguro, que através do artigo 765 do Código Civil determinou que o segurado e o segurador são obrigados a guardar na conclusão e na execução do contrato, a mais estrita boa-fé e veracidade, tanto a respeito do objeto como das circunstancia e declarações a ele concernentes.

A boa-fé no contrato de seguro é tão importante que para muitos autores, ela é a “alma do seguro”, sendo que sua ausência é suficiente para retirar a eficácia do contrato de seguro, tornando-o impraticável.

Via de mão dupla, a boa-fé é exigível tanto do segurado como do segurador, obrigando as partes a atuarem com a máxima honestidade desde a fase pré-contratual até a fase da execução do contrato.

O segurado, por ter conhecimento efetivo do risco que se pretende segurar, tem a obrigação na fase pré-contratual de descrever, com clareza, precisão e verdade, a natureza do risco a ser segurado, devendo durante o contrato adotar as medidas necessárias com objetivo de evitar ou agravar o sinistro, comunicando imediatamente a seguradora possível alteração do risco, bem como a ocorrência do evento.

A seguradora por sua vez, tem por obrigação agir dentro do principio máxima da boa-fé no que concerne no dever de informar com exatidão e clareza o contrato que o segurado pretende aderir, evitando o uso de termos, formulas ou qualquer outro mecanismos que possa dificultar a interpretação do contrato ou que tenha como objetivo a interpretação tendenciosa; não sendo diferente na fase de regulação do sinistro.

A validade do contrato tem relação direta com a boa-fé dos contratantes, sendo que a aceitação do risco e a taxa do prêmio dependem justamente das declarações preliminares do segurado, que tem o dever intrínseco de respondê-lo com boa-fé e veracidade, cabendo a seguradora utilizar uma declaração que seja mais completa possível, sem utilizar quesitos capciosos, sob pena inclusive de caracterizar a quebra do principio da boa-fé.

Não podemos esquecer que a boa-fé se estende ao corretor de seguros, pois ele, detentor dos conhecimentos técnicos do seguro, tem o dever de esclarecer ao segurado quanto a importância da boa-fé na declaração espontânea a ser preenchida por ele, bem como, tem o dever de prestar as informações sobre o contrato, independente de solicitação do segurado.

A Concessão de Bônus na Transferência de Direitos e Obrigações (TDO) é quando o segurado quer transferir a apólice com o bônus (desconto) para parentes ascendentes (pais), parentes descendentes (filho), Conjugê, Companheiro (a) com documento legal de união estável, inclusive de pessoas do mesmo sexo, Espólio e em caso de Pessoa Jurídica para os sócios identificados em contrato social.

DE
PARA
CONDIÇÕES
Pai/Mãe
Filho(a)
Cópia da Certidão de Nascimento e/ou RG paracomprovação da relação de parentesco.
Filho(a)
Pai/Mãe
Cópia da Certidão de Nascimento e/ou RG paracomprovação da relação de parentesco.
Marido/mulher
Mulher/marido
Cópia da Certidão de Casamento para comprovaçãoda constância do casamento. No caso de separaçãojudicial, deverá ser apresentado o termo judicial dapartilha dos bens pelo qual se constate a transferênciado veículo de um ex-cônjuge para outro.
Responsável (IR)
Dependente Econômico (IR)
Declaração do IR comprovando que o novo titular da apólice é dependente econômico do Segurado anterior.
Companheiro(a)
Companheiro(a)
Documento legal que comprove a união, inclusive entre pessoasdo mesmo sexo.
Espólio
Herdeiro/legatário
Alvará do juiz ou formal de partilha.
Sócio/Empresa
Empresa/sócio
Contrato social comprovando esta condição e carta assinadapelo segurado anterior abdicando do bônus
Empresa (com sócios em comum)
Empresa (com sócios em comum)
Cópia do Contrato Social das empresas identificando os sócios e carta assinada pelo segurado anteriorabdicando do bônus

 

Fonte: DCI online

O preço do seguro de automóvel no Brasil pode aumentar, com a entrada em vigor do decreto do governo boliviano que permite a legalização de todos os carros que estiverem circulando sem documentação. – A avaliação é do presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Jayme Brasil Garfinkel (Porto Seguro), para quem a medida pode estimular o roubo e o furto no Brasil por quadrilhas especializadas em atravessar carros pelas fronteiras.A FenSeg enviou um ofício ao ministro das Relações Exteriores, Antônio Aguiar Patriota, pedindo medidas urgentes no sentido de proteger os interesses da sociedade brasileira.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, decidiu legalizar todos os veículos que estiverem sem documento, circulando pelo território boliviano, sem que seja verificada a procedência dos veículos. A medida, que foi divulgada na quinta-feira (9), passa a vigorar em 15 dias.

Fonte: Sincor – RS

Leia o artigo de Arly Rogério Silveira dos Santos, advogado do Sincor-RS,publicado no Correio do Povo de 15 de maio de 2011:

Instituído pela Superintendência de Seguros Privados – SUSEP – a partir do final do ano 2000, o Questionário de Análise de Risco surgiu com o objetivo de limitar a liberdade tarifária que prejudicava os consumidores de seguros de automóveis no Brasil.

A Autarquia Federal responsável pela execução e fiscalização da atividade securitária em nosso país, determinou , em síntese, que as seguradoras poderiam utilizar critérios baseados em questionário de avaliação de risco no cálculo das prestações dos seguros.

Estabeleceu, também, que as companhias de seguros, fornecessem os esclarecimentos necessários para o correto preenchimento do questionário, bem como especificassem todas as implicações, no caso de informações inverídicas para o cálculo do valor da apólice a ser pago pelo segurado.

Instituiu , ainda, que as companhias de seguros não poderiam negar o pagamento de indenizações ou qualquer tipo de penalidade ao segurado, quando fossem relacionadas a perguntas que utilizassem critérios subjetivos para as respostas de múltiplas interpretações.

Assim, a partir de então, a análise prévia do risco, para a contratação de um seguro de automóvel, passou a considerar inúmeros fatores como : a diferença etária, o fato de o veículo segurado permanecer em garagem em tempo integral, , a quantidade e a idade dos condutores, a região onde o automotor trafega (Código de Endereçamento Postal – CEP) , e , até mesmo, a quilometragem percorrida pelo veículo do segurado durante o ano.

Entretanto, no decorrer dos anos, a precificação da garantia de cobertura do seguro virou um tormento aos segurados, presumida parte hipossuficiente no negócio, haja vista inúmeras recusas de pagamentos de indenizações securitárias, em razão de alegadas irregularidades no preenchimento do questionário “perfil”.

A negativa do segurador motivou incontáveis ações judiciais, culminando em decisões favoráveis aos consumidores de seguro, haja vista que as cláusulas do questionário estariam colocando os segurados em desvantagem exagerada, violando princípios da boa-fé contratual, ou ainda, inviabilizando princípios modernos de direito como é o da função social do contrato.

Deste modo, prevaleceu o entendimento que a seguradora só poderá penalizar o segurado se comprovar que houve agravamento do risco e que o sinistro teve relação direta com esta circunstância, não podendo, portanto, presumir a sua má-fé.

Assim , salvo melhor juízo, prevaleceu no judiciário o bom senso, haja vista a flagrante restrição a um direito fundamental do segurado : o de ir e vir , além do que incompatível com a mutualidade, característica própria e inerente aos contratos de seguro.

Comentário: Apesar de todo esse floreio de palavras, no popular, continua a mesma coisa: as seguradoras estão cada vez mais aperfeiçoando este Questionário de Análise de Risco (Perfil) devido ao alto número de fraudes ou “meias-verdades” e tendo dúvidas estão averiguando as informações declaradas.

O que deveia ser feito era o desenvolvimento de um Questionário de Análise de Risco (Perfil) único para todas as seguradoras, pois na procura desesaperada de um preço mais baixo não se atentam que há pequenas diferenças entre perguntas semelhantes e “podem” gerar “erros”.

As pessoas precisam entender que só é válido o que está escrito no contrato e não podem querer acreditar no “achismo” ou em promessas de “vendedores de papel”.

Um Corretor de Seguros sério é aquele que informa a forma correta de contratação para garantir um seguro adequado e eficaz. Afinal você quer se sentir 100% SEGURO ou vai arriscar a não ser indenizado pelo “achismo”.

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Fonte: Revista Apólice

O Plenário da Câmara dos Deputados está em vias de votar um projeto de lei (nº 482/11), do deputado Rubens Bueno (PPS-PR), que torna facultativo o pagamento do DPVAT (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres), caso o veículo já tenha outro seguro que atenda às mesmas coberturas do DPVAT, com prêmios em valores iguais ou superiores. A ideia, contudo, causa polêmica. Para a advogada Natália Velasques Sanches, do escritório Mesquita Pereira, Marcelino, Almeida e Esteves Advogados, a mudança deve ser vista com cautela.

A especialista destaca que, atualmente, o DPVAT garante o pagamento de indenização por morte, invalidez e reembolsos de despesas médicas a todos os envolvidos em acidente com veículo terrestre, seja terceiro, pedestre ou passageiro do veículo, independentemente da causa do acidente. “Isto significa que o DPVAT tem um profundo caráter social e visa a atender, indiscriminadamente, a todas as vítimas de acidentes de trânsito. Substituir o seguro obrigatório, cuja única exigência é o pagamento do prêmio, por outro que é regrado por condições delimitadas pelos interesses dos contratantes e exige a comprovação de culpa do condutor do veículo, parece temerário”, afirma.

Para Natália, a mudança ainda pode gerar uma interpretação distorcida, pois limitaria as indenizações. “Nessa ótica, um pedestre que acaba por ser vítima de acidente de trânsito causado por sua culpa exclusiva, não teria direito à indenização securitária. Portanto, não parece ser adequado retirar o caráter de obrigatoriedade do DPVAT, já que o contrato de seguro estaria limitado às condições pactuadas entre segurado e seguradora e não substituiria a função do DPVAT dentro da sociedade”, alerta.

Esse projeto está apensado a um outro (PL 505/91), que extingue o DPVAT. A proposta de tirar o caráter obrigatório do seguro já foi aprovada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania e está pronto para ser votado pelo Plenário.

Comentário: Eu sou a favor do projeto de lei (nº 482/11), afinal se o motorista for culpado ele poderá ser processado e ter que pagar indenizçãoes ao terceiro prejudicado, independente do DPVAT, correto?

Por isso há o Seguro de Automóvel com suas coberturas de Resposabilidade Civil Corporal e Moral, onde pdem pagar sem a burocracia do Estado o dano causado limitado ao valor contratado.

Já o DPVAT garante o pagamento de indenização por morte, invalidez e reembolsos de despesas médicas “limitado a um valor” (morte=R$ 13.500,00 – Invalidez Permanente=R$ 13.500,00 – DAMS=R$ 2.700,00) que em caso de processo será facilmete ultrapassado. E você pagará por essa diferença.

Com o mesmo valor do seguro obrigatório você poderá contratar a cobertura adicional de Responsabilidade Civil por valores muito superiores, diminuindo ou até suprindo quaquer indenização que venha a sofrer em juízo.

Acho o cúmulo as pessoas ficarem apelando para as palavras: “caráter social”, afinal educação, saúde, trabalho, moradia, lazer, segurança, previdencia social, proteção à maternidade e à infância e a assistência aos desamparados são diretos sociais e um ‘DEVER” do Estado (acho que é o artigo 6º da Constituição….se não me engano). Chega de botar na nossa conta as obrigações que o Estado deveria dar ou repassar atos que deveria assumir.

Visão distorcida é essa do pedestre ser a culpado e ser tratada como vítima, ou seja, não importa a resposabilidade da pessoa o culpado é sempre o motorista????? O Estado vai ressarcir o dano material causado ao veículo????

O Projeto de Lei não extingue o DPVAT, apenas torna-o facultativo, ou seja, o proprietáro do veículo poder optar de pagar um seguro federal caro ou pelo mesmo valor contratar uma cobertura muito superior junto ao Seguro de Automóvel e indenizar a vítima que tem o real direto.

Definição:

O Condutor Principal é aquele que dirige o carro 06 (seis) vezes por semana (85% do tempo de circulação semanal do veículo) independente do tempo de uso.

Se houver mais de uma pessoa dirigindo o mesmo veículo sem poder definir o percentual de uso, DEVE ser considerado o condutor mais jovem, ou seja, o de maior risco.

Exemplo:

O condutor acima da faixa etária de risco (entre 18 e 25 anos) utiliza o veículo todos os dias como locomoção diária para o trabalho (das 7:00 às 19:00 horas) e um condutor mais novo (de qualquer faixa etária) utiliza 02 (duas) vezes ou mais por semana para ir a qualquer lugar; DEVE ser considerado o Condutor Principal o mais jovem (independente do tempo de uso).

Ocorrências:

O consumidor na busca de um preço “muy Bueno” induzidos por “vendedores de papel”, às vezes prejudica a sua real garantia, tornando o seguro ineficaz ou até nulo, pois dependendo das declarações realizadas o contrato não tem valor e os custos não são devolvidos, coforme Código Civil Brasileiro.

As pessoas caem no erro achando que se a seguradora aceitou o valor do seguro o veículo está coberto e desconhecem que o seguro é baseado pelo princípio de “Boa Fé” entre ambas as partes, onde resguarda os direitos da seguradora em caso de declarações falsas ou omissas do segurado que possam influir na aceitação da proposta ou na taxa do prêmio (valor do seguro) tornando o contrato de seguro anulável e com a perda ao valor do seguro e pagará ainda pelo prêmio vencido.

As seguradoras tem por lei 30 dias para o pagamento do sinistro após a entrega de todos os documentos necessários e está tornando comum ela investigar caso haja dúvidas sobre a declaração do perfil.

Um exemplo comum de verificação é o carro ter sido roubado/furtado em frente ou próximo da faculdade que o filho estuda ou uma colisão próximo de um estacionamento pago da academia que a filha frenquenta.

Código Civil Brasileiro: artigos 1443 e 1444.

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